O secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, afirmou neste sábado (18) que o movimento responderá a violações israelenses do cessar-fogo no Líbano e manterá seus combatentes mobilizados enquanto houver risco de novas ações militares.
Em comunicado, Qassem declarou que a trégua temporária só foi alcançada devido às ações da resistência no sul do país. Segundo ele, os resultados no campo de batalha devem servir para assegurar os direitos do Líbano, de seu território e de sua soberania.
O líder do Hezbollah disse que o grupo não aceitará a repetição de meses de espera por soluções diplomáticas sem resultados. "Não há cessar-fogo apenas pela resistência; deve ser por ambos os lados", afirmou.
Segundo Qassem, cessar-fogo significa interrupção total de atos hostis por todas as partes. Ele acrescentou que, por não confiar em Israel, os combatentes permanecerão em campo e prontos para reagir a qualquer violação.
No pronunciamento, o dirigente também criticou um documento divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos intitulado "Acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel — abril de 2026". De acordo com ele, o texto fala em nome do governo libanês sem aprovação oficial de Beirute.
Qassem ainda agradeceu ao Irã pelo apoio ao Hezbollah e ao Paquistão por seu papel na mediação do acordo de cessar-fogo, além de mencionar manifestações internacionais favoráveis à trégua.
Como próximos passos, o secretário-geral do Hezbollah listou cinco pontos considerados centrais pelo grupo:
- cessação permanente das hostilidades em todo o Líbano por ar, terra e mar;
- retirada israelense dos territórios ocupados até a fronteira;
- libertação de prisioneiros;
- retorno da população às aldeias e cidades fronteiriças;
- e reconstrução com apoio árabe e internacional.
Qassem afirmou que o Hezbollah está disposto a cooperar com as autoridades libanesas em uma nova etapa voltada à soberania nacional, à unidade interna e à reconstrução do país.