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Agro brasileiro amplia exportações com avanço em China, Índia e México

Setor exportou US$ 15,41 bilhões em março e registrou recorde histórico de US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre.
Agro brasileiro amplia exportações com avanço em China, Índia e México

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 15,41 bilhões em março de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. 

No acumulado de janeiro a março, as vendas externas alcançaram US$ 38,1 bilhões, alta de 0,9% na comparação anual e maior valor da série histórica para o primeiro trimestre.

A participação do agronegócio na pauta exportadora brasileira ficou em 48,8% em março, recuo de 5,2 pontos percentuais frente ao mesmo mês do ano passado. No trimestre, a fatia caiu de 49,1% para 46,3%. Segundo a pasta, o avanço das exportações de produtos não agrícolas, especialmente petróleo e derivados, influenciou esse movimento.

Os cinco principais setores exportadores responderam por 82,7% das vendas externas do agro em março. O complexo soja liderou com US$ 6,8 bilhões, seguido por carnes, com US$ 2,83 bilhões, produtos florestais, com US$ 1,31 bilhão, café, com US$ 1,1 bilhão, e complexo sucroalcooleiro, com US$ 701,8 milhões.

A soja em grãos foi o principal item exportado, com US$ 5,92 bilhões e 14,5 milhões de toneladas embarcadas.

Entre os destaques do mês, a carne bovina in natura registrou recorde em valor e volume, com US$ 1,36 bilhão e 234 mil toneladas.

Também houve recordes para carne suína in natura, com US$ 332,33 milhões e 131,5 mil toneladas, além do algodão não cardado nem penteado, que somou US$ 530,08 milhões e 347,8 mil toneladas. O farelo de soja atingiu recorde de quantidade exportada, com 1,93 milhão de toneladas.

Também se destacaram produtos não tradicionais da pauta exportadora. Os dados abaixo são em comparação a março de 2025:

Feijões secos: recorde em valor (US$ 20 milhões; +32%) e quantidade (27,3 mil toneladas; +51,3%);
Amendoim em grãos: recorde em quantidade (19,3 mil toneladas; +27,8%);
Óleo de milho: recorde em valor (US$ 14,8 milhões; +420%) e quantidade (12,4 mil toneladas; +321,7%);
Cerveja: recorde em valor (US$ 18,5 milhões; +14,6%);
Chocolate e preparações alimentícias contendo cacau: recorde em valor (US$ 17,8 milhões; +5,3%);
Melancias frescas: recorde em valor (US$ 13,3 milhões; +179%) e quantidade (17 mil toneladas; +126,2%);
Fumo manufaturado: recorde em valor (US$ 20 milhões; +83,9%) e quantidade (3,4 mil toneladas; +51,1%);
Essências derivadas de madeira: recorde em quantidade (3,2 mil toneladas; +6,2%);
Alimentos para cães e gatos: recorde em valor (US$ 10 milhões; +23,2%) e quantidade (7,5 mil toneladas; +12,5%).

A China manteve a liderança entre os destinos do agronegócio brasileiro em março, com compras de US$ 5,57 bilhões e participação de 36% no total exportado pelo setor.

A União Europeia ficou em segundo lugar, com US$ 2,15 bilhões, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 735,76 milhões. A soja em grãos continuou como principal produto enviado ao mercado chinês.

Entre os países que mais ampliaram compras no mês, destacaram-se Egito, com US$ 387,66 milhões e alta de 98,5%, Índia, com US$ 364,83 milhões e avanço de 59,4%, e México, com US$ 371,75 milhões e crescimento de 38,2%.

Segundo o ministério, esses mercados tiveram contribuição relevante para o desempenho das exportações brasileiras em março.

No acumulado do primeiro trimestre, o complexo soja liderou com US$ 12,13 bilhões, seguido por carnes, com US$ 8,12 bilhões, e produtos florestais, com US$ 3,94 bilhões. Entre os produtos, soja em grãos, carne bovina in natura, farelo de soja, algodão e carne suína registraram recordes históricos de embarques ou receita no período.