Brasil e Espanha firmam cooperação em minerais críticos e terras raras

A política defendida pelo governo brasileiro prevê que a transformação industrial dos minerais ocorra no território nacional, com foco em ampliar o valor agregado antes da exportação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que Brasil e Espanha assumiram um compromisso de cooperação na cadeia produtiva de minerais críticos, incluindo terras raras. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa realizada em Barcelona, nesta sexta-feira (17).

Segundo o presidente, a parceria envolve diferentes etapas do setor, com foco em desenvolvimento tecnológico e processamento dos recursos dentro do país. "Assumimos o compromisso de cooperar em diferentes etapas da cadeia de minerais estratégicos, gerando conhecimento e agregando valor", detalhou Lula.

A coletiva ocorreu em meio à expectativa por detalhes sobre o acordo bilateral. Questionado sobre os termos específicos da parceria e o posicionamento diante de pressões internacionais por exploração desses recursos, o presidente brasileiro não apresentou informações técnicas adicionais.

Lula destacou o papel dos minerais críticos na transição energética global e a necessidade do país aproveitar esse cenário. "O Brasil, se não tirar proveito dessa fase da revolução energética que o mundo tanto briga, e se não tirar proveito das suas terras e dos seus minerais críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade", sustentou.

Estratégia para agregar valor

O presidente afirmou que o país pretende adotar uma estratégia diferente de ciclos anteriores, em que a matéria-prima foi exportada sem geração de valor.

A política defendida pelo governo prevê que a transformação industrial dos minerais ocorra no território nacional, com foco em ampliar o valor agregado antes da exportação.

Lula também destacou o papel do Conselho Nacional de Política Mineral e tratou o tema como estratégico para o país, classificando a gestão desses recursos como questão de segurança nacional.

O Brasil sinalizou ainda que pretende firmar parcerias internacionais condicionadas à transferência de tecnologia, mantendo o controle sobre os recursos minerais e priorizando acordos que contribuam para o desenvolvimento interno da cadeia produtiva.