'Israel não bombardeará mais o Líbano. Os Estados Unidos o proibiram de fazê-lo', diz Trump

O presidente americano afirmou que o plano dos EUA permanecerá em vigor até que o acordo com Teerã seja concretizado "a 100%".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17) que Israel foi proibido por Washington de realizar bombardeios no Líbano. A declaração foi publicada em sua conta na rede social Truth Social.

Na mensagem, Trump declarou: "Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos Estados Unidos. Já chega!!! Obrigado!".

O presidente também mencionou que os Estados Unidos irão lidar separadamente com a situação envolvendo o Hezbollah no Líbano. Segundo ele, o país trabalhará de forma independente para tratar do tema.

Ainda na publicação, Trump abordou um acordo relacionado a material nuclear, afirmando que não haverá transferência de recursos financeiros no processo. 

"Os EUA ficarão com toda a 'poeira' nuclear gerada pelos nossos magníficos bombardeiros B-2. Não haverá qualquer troca de dinheiro, de nenhuma forma"

Ele também destacou que o entendimento não está vinculado ao Líbano. "Este acordo não está sujeito ao Líbano, mas os EUA, separadamente, trabalharão com o Líbano e lidarão com a situação do Hezbollah de maneira apropriada", finalizou. 

As declarações do presidente ocorrem após o Axios divulgar que Washington poderia autorizar a liberação de US$ 20 bilhões em ativos iranianos congelados, em troca da renúncia de Teerã ao seu estoque de urânio enriquecido.

Autoridades iranianas, por sua vez, reiteraram que o programa nuclear do país possui objetivos exclusivamente pacíficos. Segundo o governo, a iniciativa não visa à produção de armas nucleares, mas à geração de energia, ao avanço nas áreas de saúde e agricultura, à conservação de alimentos e ao desenvolvimento de pesquisas científicas.