O líder de uma organização criminosa que atuava no furto e roubo de medicamentos de alto valor movimentou cerca de R$ 22 milhões em um ano, informou o Metrópoles nesta sexta-feira (17).
A investigação da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) identificou um esquema de "lavagem de medicamentos", com empresas de fachada que emitiam notas fiscais falsas para dar uma aparência legal aos produtos desviados.
Os valores da quadrilha circularam principalmente em Goiânia, com registros também em Valparaíso de Goiás e Novo Gama, em Goiás.
A operação Alto Custo cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas com apoio da Polícia Civil de Goiás e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Medicamentos usados no tratamento de câncer, com preço superior a R$ 80 mil por caixa, estavam entre os principais alvos, incluindo Imbruvica, Venclexta e Tagrisso.
As apurações apontam ainda para a participação de 13 funcionários de uma empresa farmacêutica, responsáveis por desviar produtos diretamente da companhia. Todos foram indiciados.
Segundo a polícia, os medicamentos roubados não eram armazenados em condições adequadas, o que comprometia sua eficácia e pode causar riscos à saúde dos pacientes.