
Mais navios conseguem atravessar o Estreito de Ormuz apesar do bloqueio naval dos EUA

Três navios conseguiram entrar no Golfo Pérsico na quarta-feira (15) através do Estreito de Ormuz, enquanto um pequeno petroleiro partiu na direção oposta, apesar do bloqueio naval imposto pelos EUA, segundo informações da Bloomberg divulgadas na quinta-feira (16), baseadas em dados de rastreamento de navios.
Uma das embarcações que atravessou a rota foi o navio-tanque de gás liquefeito de petróleo (GLP) G Summer, sancionado pelos EUA por suas ligações com o Irã. O navio seguiu para o Golfo Pérsico, passando por entre as ilhas iranianas de Larak e Qeshm. O navio, que estava vazio e afirmava que sua tripulação e proprietários eram chineses — uma medida de segurança frequente, segundo a agência —, tinha como destino o porto iraquiano de Khor Al Zubair.
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Pouco depois, o superpetroleiro Hong Lu, também sancionado por Washington, teria passado pelas mesmas ilhas. Ambas as embarcações alcançaram uma região próxima de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, no início desta semana. Na quarta-feira (15), seguiram para nordeste pelo Golfo de Omã até a costa iraniana e, em seguida, continuaram para o norte, entrando no Estreito de Ormuz.

Da mesma forma, o graneleiro Rosalina seguiu a mesma rota, indicando que se dirigia a um porto iraniano com alimentos. Mais tarde, um pequeno navio-tanque de derivados de petróleo, o Nobler, cruzou para o leste no estreito, saindo para o Golfo de Omã. Ele navegou logo ao sul da ilha de Larak e indicava como destino a cidade omanita de Sohar. A investigação revela que esse navio havia entrado no Golfo Pérsico no início de fevereiro e permaneceu lá durante as sete semanas de conflito.
Embora alguns navios tenham conseguido passar, a agência cita dados de Washington indicando que pelo menos 13 embarcações foram obrigadas a dar meia-volta desde o início do bloqueio naval.
Bloqueio contra o Irã
Os EUA iniciaram um bloqueio marítimo ao Irã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), às 14h GMT (11h no horário de Brasília), interceptando navios que entravam ou saíam de portos e áreas costeiras iranianas.
o Irã classificou como "ilegal" e "um ato de pirataria" a imposição, por parte dos EUA, de restrições ao tráfego marítimo de navios em águas internacionais.
"As Forças Armadas da República Islâmica do Irã declaram com clareza e determinação que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém", afirmou o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari.
Além disso, o porta-voz afirmou que nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará a salvo enquanto os de seu país forem ameaçados.
O Irã advertiu que a aproximação de navios de guerra ao Estreito de Ormuz "sob qualquer pretexto ou nome" seria considerada uma violação do cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã, prometendo agir com firmeza contra qualquer um que violasse o acordo.
