Notícias

Trump pede que Hezbollah 'aja de forma adequada' após relatos de que Israel violou cessar-fogo

O presidente afirma que haverá um "grande momento" para o movimento libanês.
Trump pede que Hezbollah 'aja de forma adequada' após relatos de que Israel violou cessar-fogoRT

O presidente dos EUA, Donald Trump, dirigiu-se nesta quinta-feira (16) ao grupo xiita Hezbollah em meio ao cessar-fogo alcançado entre Israel e o Líbano para pôr fim a mais de seis semanas de hostilidades no país árabe.

"Espero que o Hezbollah aja de forma adequada e responsável durante este importante período. Será um grande momento para eles se o fizerem. Chega de mortes! Precisamos finalmente de paz!", escreveu o presidente norte-americano em sua conta no Truth Social.

A postagem foi feita pouco após veículos locais reportarem que as forças israelenses continuam realizando bombardeios contra o Líbano. De acordo com as informações, as cidades de Khiam e Dibbine, no sul do país, foram alvo de ataques, o que constituiria as primeiras violações da trégua.

Entenda:

  • Israel e Líbano chegaram a um acordo de cessar-fogo na quinta-feira (16), em Washington D.C., após mais de seis semanas de confrontos no território libanês, anunciou Trump.
  • De acordo com o mandatário, a trégua terá duração de dez dias e teve início às 17h no horário EST (19h do horário de Brasília).
  • Segundo o The Times of Israel, Teerã havia advertido que romperia a trégua com Washington caso os ataques israelenses contra o Líbano continuassem. Nesse contexto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, afirmou que o fim do conflito no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.

Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou as condições apresentadas pelo Hezbollah e pelo governo do Líbano.

O líder israelense destacou que Tel Aviv concordou com um "cessar-fogo temporário de 10 dias" para tentar impulsionar as negociações, mas advertiu que se opôs às exigências do Hezbollah, que incluem a retirada das tropas israelenses do território libanês.

"Permanecemos no Líbano, em uma zona de segurança reforçada (…) de 10 quilômetros de largura, muito mais forte, mais robusta, mais contínua e mais sólida do que a que tínhamos antes", afirmou Netanyahu. "Estamos aqui e não vamos sair".