Trump convidará líderes de Israel e Líbano para 'as primeiras conversas significativas' em décadas

"Ambas as partes desejam a paz, e acredito que acontecerá em breve!", anunciou o presidente dos EUA na Truth Social.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) que convidará o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, à Casa Branca para diálogos.

"Convidarei o primeiro-ministro israelense, Bibi Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, à Casa Branca para as primeiras conversas significativas entre Israel e o Líbano desde 1983, há muitíssimo tempo. Ambas as partes desejam a paz, e acredito que acontecerá em breve!", escreveu na Truth Social.

O anúncio ocorreu após o ocupante da Casa Branca manter uma conversa telefônica com os líderes dos dois países, e comunicou que as partes concordaram com um cessar-fogo. Beirute e Tel Aviv não confirmaram a declaração.

Ataques contra o Líbano

O Exército israelense retomou seus ataques no início de março contra o sul do Líbano, como parte de sua luta contra o Hezbollah. Os bombardeios causaram milhares de mortos e feridos em diferentes áreas do país.

No final de março, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reafirmou o objetivo de criar uma "zona de segurança" dentro do território libanês. Além disso, anunciou que seu país destruirá "todas as casas libanesas nos vilarejos próximos à fronteira" e que 600 mil civis deslocados não poderão retornar ao sul do Líbano até que a segurança do norte de Israel seja garantida.

Enquanto isso, Netanyahu visitou no domingo (12) tropas israelenses posicionadas no Líbano e assegurou que elas frustraram a "ameaça de invasão" por meio de uma série de campanhas realizadas na "zona de segurança", detalhando que estão eliminando o perigo e que conseguiram "grandes feitos", embora ainda lhes reste mais trabalho por fazer.

O presidente libanês destacou previamente a disposição de Beirute de deter a escalada de tensões no sul do Líbano, assim como em todas as regiões do país, para "deter a destruição de lares em vilarejos e cidades".

A posição do Hezbollah

O Hezbollah, por sua vez, opôs-se firmemente às conversas diretas entre Beirute e Tel Aviv, ao mesmo tempo em que advertiu que não acatará nenhum acordo resultante dessas conversas.

"Quanto aos resultados desta negociação entre o Líbano e o inimigo israelense, não nos interessam nem nos preocupam de forma alguma", comentou Wafiq Safa, membro de alto escalão do conselho político do Hezbollah à AP. "Não somos obrigados a cumprir o que acordarem", acrescentou.