
Trump afirma que acabou com a décima guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (16), que o cessar-fogo entre Israel e o Líbano será o décimo conflito que ele conseguiu resolver durante seu segundo mandato.
"Foi uma honra para mim resolver nove guerras em todo o mundo, e esta será a décima, então vamos lá!", escreveu em sua rede social, Truth Social.

A publicação aconteceu após Trump conversar por telefone com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O norte-americano anunciou que, após essas negociações, as partes chegaram a um acordo de cessar-fogo.
Beirute e Tel Aviv ainda não confirmaram a declaração. Segundo Trump, o cessar-fogo entre as partes entrará em vigor nesta quinta-feira (16) e terá duração de 10 dias.
A Casa Branca sediou, na terça-feira (14), as primeiras conversas diretas em décadas entre os dois países, que estão tecnicamente em guerra desde a fundação do Estado de Israel em 1948. Foi também a reunião de mais alto nível realizada entre os dois países desde 1993.
Ataques contra o Líbano
Desde a escalada das tensões no Oriente Médio em fevereiro, Israel lançou fortes ataques contra o Líbano, que causaram centenas de mortos e feridos em diferentes regiões do país, alegando que suas agressões têm como alvo instalações do Hezbollah.
No final de março, o ministro da Defesa, Israel Katz, reafirmou o objetivo de criar uma "zona de segurança" dentro do território libanês, o que resultou na ocupação de áreas do sul do Líbano.
Além disso, anunciou que seu país destruirá "todas as casas libanesas nas aldeias próximas à fronteira" e que 600 mil civis deslocados não poderão retornar a suas casas até que a segurança do norte de Israel seja garantida.
Enquanto isso, Netanyahu visitou, no domingo (12), seus "heróicos combatentes" destacados no Líbano e garantiu que eles frustraram a "ameaça de invasão" por meio de uma série de operações realizadas na "zona de segurança", detalhando que estão eliminando o perigo e que alcançaram "grandes conquistas", embora ainda haja mais trabalho a ser feito.
A posição do Hezbollah
O grupo libanês Hezbollah se opõe às negociações diretas entre Beirute e Tel Aviv, e advertiu, em declarações recentes, que não aceitará nenhum acordo que possa resultar dessas conversas.
"Quanto aos resultados dessa negociação entre o Líbano e o inimigo israelense, não nos interessam nem nos preocupam de forma alguma", comentou Wafiq Safa, membro de alto escalão do conselho político do Hezbollah, à AP. "Não somos obrigados a cumprir o que for acordado", acrescentou.


