Notícias

'Não quero investir em armas, mas sim em livros', alerta Lula para onda global de rearmamentos

Em entrevista, o presidente do Brasil criticou os bilionários investimentos em arma por parte do Reino Unido, União Europeia e Japão.
'Não quero investir em armas, mas sim em livros', alerta Lula para onda global de rearmamentosReprodução/Divulgação Redes Sociais

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que não pretende direcionar recursos para armamentos e criticou o aumento de investimentos militares por parte de potências globais. A declaração foi feita em entrevista ao jornal El País gravada na segunda-feira (13), em Brasília, e divulgada nesta quinta-feira (16).

Ao comentar o contexto global, Lula mencionou iniciativas recentes de ampliação de gastos militares e defendeu outra prioridade para os países.

"Não quero investir em armas, mas sim em livros, em alimentação, em emprego", afirmou.

Segundo ele, decisões como o plano de defesa da União Europeia, o rearmamento do Reino Unido e iniciativas semelhantes no Japão indicam uma tendência de expansão militar em várias regiões.

O presidente declarou que o avanço desse movimento ocorre em paralelo ao aumento de conflitos no mundo e apontou a necessidade de diálogo entre líderes. "Alguém tem que tomar a iniciativa", disse, ao relatar contatos com chefes de Estado de diferentes países para discutir alternativas diplomáticas.

Durante a entrevista, Lula também criticou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a outros países. "Trump não tem direito de se levantar pela manhã e ameaçar um país", afirmou. Ele acrescentou que líderes devem respeitar a soberania nacional e atuar com base em negociações.

O presidente brasileiro avaliou que o sistema internacional enfrenta dificuldades para mediar conflitos e defendeu mudanças em instituições multilaterais. Segundo ele, organismos como a Organização das Nações Unidas precisam ser reformulados para recuperar credibilidade e capacidade de atuação.