Jovem alemão é condenado à prisão perpétua por assassinato premeditado com ChatGPT

A juíza observou que as respostas da IA ​​pareceram "mais empáticas e humanas" do que as do próprio autor do crime.

Um tribunal da cidade alemã de Schweinfurt condenou à prisão perpétua um jovem de 22 anos pelo assassinato de uma colega de trabalho de 59 anos, um crime premeditado e detalhado em conversas com o chatbot de inteligência artificial ChatGPT dias antes do ataque, informou na quarta-feira (15) a revista alemã Bild.

Yanneck Z. atacou a vítima em seu local de trabalho na cidade alemã de Mellrichstadt no dia 1º de julho de 2025, com oito facadas no pescoço e no peito. Dois colegas que tentaram intervir foram gravemente feridos.

Durante o julgamento, descobriu-se que o réu tinha compartilhado seus pensamentos homicidas com o ChatGPT, afirmando ter planejado o crime e expressado uma "vontade de matar", dizendo que pensava nisso "a vida toda".

O próprio Yanneck reconheceu que a inteligência artificial (IA) tentou dissuadi-lo, recomendando que pedisse ajuda profissional.

A juíza Claudia Guba destacou esse ponto em seu veredicto, observando que as respostas da IA lhe pareceram "mais empáticas e humanas" do que as do próprio autor do crime.

O tribunal também constatou que o assassino se sentia pressionado pela vítima e havia pesquisado sobre "serial killers" nos dias anteriores ao ataque.

O tribunal não aplicou a figura de "especial gravidade da culpa", considerando a idade do réu, a ausência de antecedentes criminais e um histórico pessoal marcado por dificuldades. A decisão abre a possibilidade de que Yanneck Z. solicite liberdade condicional após cumprir 15 anos de prisão.