O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, fez uma séria advertência contra qualquer país ou empresa que compre petróleo iraniano ou mantenha laços financeiros com a república islâmica.
Durante uma declaração na Casa Branca, o secretário apontou diretamente para instituições bancárias da China, ameaçando aplicar "sanções secundárias".
Sem revelar os nomes das entidades, Bessent confirmou que "dois bancos chineses receberam cartas do Tesouro dos EUA". "Se pudermos comprovar que há dinheiro iraniano circulando por suas contas, então estamos dispostos a impor sanções secundárias", advertiu.
Na tentativa de bloquear o petróleo iraniano
Na mesma ocasião, Bessent garantiu que "haverá uma pausa nas compras chinesas de petróleo" iraniano devido ao bloqueio naval dos EUA contra o Irã.
Para justificar essas medidas, o oficial lembrou que a China comprava mais de 90% do petróleo iraniano, o que equivale a 8% de suas necessidades energéticas. "Acreditamos que, com esse bloqueio ao Estreito [de Ormuz], haverá uma pausa na compra chinesa de petróleo", afirmou o oficial do governo americano.
Nesta quarta-feira (15), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, exigiu respeito e salvaguarda a soberania, a segurança e os direitos legítimos do Irã, em particular devido à sua localização estratégica ao longo do estreito de Ormuz.
Bloqueio contra o Irã
Os EUA iniciaram um bloqueio marítimo ao Irã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), às 14h GMT (11h no horário de Brasília), interceptando navios que entravam ou saíam de portos e áreas costeiras iranianas.
o Irã classificou como "ilegal" e "um ato de pirataria" a imposição, por parte dos EUA, de restrições ao tráfego marítimo de navios em águas internacionais.
"As Forças Armadas da República Islâmica do Irã declaram com clareza e determinação que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém", afirmou o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari.
Além disso, o porta-voz afirmou que nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará a salvo enquanto os de seu país forem ameaçados.
O Irã advertiu que a aproximação de navios de guerra ao Estreito de Ormuz "sob qualquer pretexto ou nome" seria considerada uma violação do cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã, prometendo agir com firmeza contra qualquer um que violasse o acordo.