O Pentágono iniciou negociações com grandes fabricantes norte-americanas, incluindo montadoras, para aumentar a produção de armamento à medida que o conflito na Ucrânia e a guerra contra o Irã esgotam suas reservas, informou na quarta-feira (15) o Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com o assunto.
Atualmente, grande parte da produção militar dos EUA está concentrada em um grupo restrito de contratados, o que levou o Departamento de Guerra a explorar novas alternativas. Cresceu o interesse em incorporar empresas civis, aproveitando sua mão de obra e infraestrutura para aumentar a fabricação de munições e equipamentos bélicos.
Segundo fontes, membros do alto escalão do Pentágono iniciaram, antes dos ataques ao Irã, reuniões, embora ainda em fase preliminar, com executivos de empresas como General Motors, Ford, GE Aerospace e Oshkosh.
Um dos membros envolvidos afirmou que o Departamento de Guerra está "comprometido" com uma expansão acelerada de sua base industrial, recorrendo a soluções e tecnologias do setor comercial, para garantir que as Forças Armadas "mantenham uma vantagem decisiva".
As fontes indicaram ainda que o Pentágono também pediu aos executivos para identificarem os obstáculos à criação de novos contratos de defesa, incluindo tanto as exigências contratuais quanto as complicações inerentes aos processos de licitação.
- De acordo com o WSJ, a iniciativa remete a precedentes históricos como a Segunda Guerra Mundial, quando a indústria automotiva americana se reconverteu para produzir bombardeiros, motores de avião e caminhões destinados ao exército.