O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acredita que haverá uma interrupção na compra de petróleo iraniano pela China. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa na Casa Branca, nesta quarta-feira (15).
Na ocasião, o secretário revelou que bancos chineses — os quais não quis identificar — foram notificados de que, se for "comprovado que dinheiro iraniano entra em suas contas, serão incluídos em listas de sancionados". "Então, acho que haverá uma pausa nas compras chinesas de petróleo iraniano", complementou.
"O Irã costumava ser o principal patrocinador do terrorismo. A China comprava mais de 90% de seu petróleo, o que equivale a 8% de suas necessidades energéticas", afirmou Bessent.
Na terça-feira (13), Bessent já havia se pronunciado nesse sentido. "Eles não poderão obter seu petróleo (do Irã). Podem conseguir petróleo, mas não petróleo iraniano".
EUA ameaçam sanções secundárias
Bessent também afirmou que países e empresas que comprarem petróleo iraniano ou mantiverem recursos ligados a Teerã poderão ser alvo de "sanções secundárias" impostas pelos EUA.
"Outra medida que tomamos foi avisar empresas e países de que, se comprarem petróleo iraniano ou mantiverem dinheiro iraniano em seus bancos, estamos preparados para aplicar sanções secundárias", declarou.
Bloqueio contra o Irã
Os EUA iniciaram um bloqueio marítimo ao Irã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), às 14h GMT (11h no horário de Brasília), interceptando navios que entravam ou saíam de portos e áreas costeiras iranianas.
o Irã classificou como "ilegal" e "um ato de pirataria" a imposição, por parte dos EUA, de restrições ao tráfego marítimo de navios em águas internacionais.
"As Forças Armadas da República Islâmica do Irã declaram com clareza e determinação que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém", afirmou o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari.
Além disso, o porta-voz afirmou que nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará a salvo enquanto os de seu país forem ameaçados.
O Irã advertiu que a aproximação de navios de guerra ao Estreito de Ormuz "sob qualquer pretexto ou nome" seria considerada uma violação do cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã, prometendo agir com firmeza contra qualquer um que violasse o acordo.