O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu respeito e salvaguarda à soberania, segurança e direitos legítimos do Irã, especialmente considerando sua localização estratégica no Estreito de Ormuz.
As declarações foram feitas nesta quarta-feira (14) durante uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
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Wang, que também é membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, enfatizou a importância de garantir a liberdade e a segurança da navegação internacional nessa via navegável crucial para o comércio global de energia.
A ligação telefônica ocorreu depois que um petroleiro chinês, alvo de sanções dos EUA, atravessou o Estreito de Ormuz na terça-feira (14) apesar do bloqueio naval americano contra o Irã. O Rich Starry foi, segundo relatos, o primeiro navio a deixar o Golfo Pérsico desde o início do bloqueio.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a China ficaria sem acesso ao petróleo iraniano, referindo-se ao bloqueio naval: "Eles não vão conseguir obter petróleo [do Irã]. Eles podem comprar petróleo, mas não petróleo iraniano", disse Bessent.
Bloqueio contra o Irã
- Os EUA iniciaram um bloqueio marítimo ao Irã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), às 14h GMT (11h no horário de Brasília), interceptando navios que entravam ou saíam de portos e áreas costeiras iranianas.
- o Irã classificou como "ilegal" e "um ato de pirataria" a imposição, por parte dos EUA, de restrições ao tráfego marítimo de navios em águas internacionais.
- "As Forças Armadas da República Islâmica do Irã declaram com clareza e determinação que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém", afirmou o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari.
- Além disso, o porta-voz afirmou que nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará a salvo enquanto os de seu país forem ameaçados.
- O Irã advertiu que a aproximação de navios de guerra ao Estreito de Ormuz "sob qualquer pretexto ou nome" seria considerada uma violação do cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã, prometendo agir com firmeza contra qualquer um que violasse o acordo.