Uma norte-americana de 65 anos foi presa e acusada de matar a filha recém-nascida, crime ocorrido em 1981 em Dakota do Norte, Estados Unidos. A informação foi publicada pela mídia local na segunda-feira (13).
Nancy Jean Trottier, residente em Sun Lakes, Arizona, foi detida e enfrenta uma acusação de homicídio qualificado (a forma mais grave prevista na lei estadual).
Há mais de quatro décadas, o corpo da bebê foi encontrado no campus da Valley City State College, em Valley City. A identidade da mãe e as circunstâncias da morte permaneceram um mistério por anos, até que o caso foi reaberto em 2019 com o uso de novas técnicas de análise de DNA.
O corpo do bebê foi exumado, e o material genético passou por testes de genealogia genética que permitem identificar possíveis parentes a partir de bancos de dados. A investigação levou a familiares em potencial e, posteriormente, a Trottier. Testes adicionais confirmaram, com alto grau de precisão, que ela e o marido eram os pais biológicos da criança.
Em 2021, durante um interrogatório após ser identificada como suspeita, Trottier fez uma declaração ambígua. "Talvez tenha sido eu", disse, antes de concordar em fornecer uma amostra de DNA, que ajudou a confirmar sua ligação com o caso.
O juiz estabeleceu fiança de US$ 750 mil em dinheiro ou US$ 2 milhões, mediante garantia. Uma audiência preliminar e a apresentação formal da acusação estão marcadas para 21 de maio.