
Vencedor das eleições na Hungria diz que não pode recusar petróleo russo

A Hungria ainda não pode rejeitar o fornecimento de petróleo da Rússia, mas o partido Tisza, que venceu as eleições, se esforçará para diversificar suas fontes, disse o presidente do partido, Péter Magyar, nesta quarta-feira (15).

"Queremos diversificar nossas fontes; queremos obter petróleo do maior número possível de fontes e pelo menor custo possível", afirmou Magyar à Rádio Kossuth, detalhando que o oleoduto Druzhba permanecerá.
"Deixamos claro que a Hungria não pode abandonar o petróleo russo agora, mesmo que quisesse", afirmou.
As eleições parlamentares da Hungria foram realizadas em 12 de abril. A oposição liderada por Péter Magyar, do partido Tisza, venceu, deixando em segundo lugar o partido governista Fidesz, liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán.
Vários partidos apresentaram candidatura, mas as eleições se resumiram, essencialmente, a um confronto entre essas duas forças políticas.
Os resultados finais, após a apuração de todos os votos enviados do exterior, devem ser confirmados até a noite de sábado (18).
Oleoduto estratégico
O ramal sul do Druzhba, que atravessa o território ucraniano, leva petróleo bruto russo à Hungria e à Eslováquia. Já o ramal norte, que abastecia a Polônia e a Alemanha, foi interrompido após a imposição de sanções europeias.
Mesmo com as restrições ao petróleo russo, Budapeste e Bratislava obtiveram isenções para manter o recebimento por meio do oleoduto, garantindo o fluxo contínuo ao longo do Druzhba.

