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Superpetroleiro iraniano sujeito a sanções desafia bloqueio dos EUA e atravessa Estreito de Ormuz

O navio entrou em águas iranianas com seu dispositivo de rastreamento ligado, segundo a agência Fars.
Superpetroleiro iraniano sujeito a sanções desafia bloqueio dos EUA e atravessa Estreito de OrmuzShadi J. H. Alassar / Anadolu

Um superpetroleiro iraniano sancionado pelos EUA atravessou o Estreito de Ormuz com seu dispositivo de rastreamento ativado, informou nesta quarta-feira (15) a agência de notícias Fars, citando informações sobre tráfego marítimo.

Segundo a agência, o navio em questão, com capacidade para transportar 2 milhões de barris de petróleo bruto, chegou ao seu destino "sem enfrentar nenhuma interrupção".

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Especialistas afirmaram à agência que a manobra enviou uma mensagem clara a Washington: "A passagem pelo Estreito de Ormuz é segura para navios ligados ao Irã em qualquer circunstância, mesmo que os EUA imponham sanções contra eles".

Fechado para navios inimigos

  • Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. Contudo, vários dos países requisitados por Trump — entre eles, os aliados americanos dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
  • Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler, que reiterou não haver razão para permitir que seus inimigos transitem pelo acesso.