Reino Unido obriga Forças Armadas a cortar US$ 4,75 bilhões em plena guerra no Oriente Médio

A medida gerou insatisfação entre comandantes, que apontam que o orçamento atual não é suficiente nem para cobrir os atuais gastos.

Os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea britânicos receberam a ordem cortar 3,5 bilhões de libras (cerca de US$ 4,75 bilhões) do orçamento, apesar de o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmar que está preparando suas forças para a guerra, revelou nesta quarta-feira (15) a Sky News, citando fontes familiarizadas com o assunto.

A mídia indicou que os altos comandos militares britânicos se reunirão esta semana para discutir a crise de financiamento.

Uma das fontes apontou que a pressão dos comandantes se deve ao fato de que o orçamento atual não é suficiente nem mesmo para cumprir os programas já existentes, muito menos para alcançar as metas ambiciosas da Revisão de Defesa publicada em junho de 2025, que visava reconstruir e rearmar o país diante das crescentes ameaças.

O governo britânico ainda não aprovou o Plano de Investimento em Defesa (DIP), um programa decenal que deveria ter sido publicado no segundo semestre de 2025.

Um porta-voz do Ministério da Defesa se pronunciou para defender a gestão do governo, afirmando que "o orçamento de defesa está aumentando para níveis recordes", o maior orçamento desde a Guerra Fria, com um investimento total de 270 bilhões de libras (cerca de 366 bilhões de dólares) somente nesta legislatura.

O porta-voz acrescentou que "as demandas de defesa estão aumentando, com a crescente agressão russa, a crise no Oriente Médio e os crescentes requisitos operacionais", e garantiu que o Plano de Investimento em Defesa será publicado "o mais rápido possível".