O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, reacendeu o debate sobre o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein ao afirmar, durante um evento do grupo conservador Turning Point USA na Universidade da Geórgia na terça-feira (14), que o financista falecido mantinha "conexões extraordinárias com os serviços de inteligência, tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos".
Vance chamou Epstein de "canalha" ligado a "gente muito rica e poderosa" e prometeu ser um firme defensor da investigação do caso.
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"Estou provavelmente mais obcecado por isso do que muitos outros", declarou Vance, afirmando também que qualquer indício de conduta sexual inapropriada deve ser examinado, "não importa quem seja a pessoa influente".
O vice-presidente também abordou um detalhe específico dos arquivos do caso: a menção a "pizza e refrigerante de uva" em e-mails de um associado de Epstein.
Vance disse que isso soou como a "teoria da conspiração Pizzagate", que associa o termo a alegações de abuso infantil codificado, e afirmou que "definitivamente, devemos investigar essa pessoa".
Defesa de Trump
Apesar da defesa de uma investigação ampla, Vance defendeu o presidente Donald Trump diante das críticas que recebeu quando classificou o caso Epstein como uma "farsa", argumentando que o presidente se referia às acusações dos democratas que tentavam vinculá-lo a Epstein.
"O que se vê nesses e-mails é que Jeffrey Epstein odiava Donald Trump e Donald Trump odiava Jeffrey Epstein", afirmou Vance.
O vice-presidente declarou ainda que, em um dos e-mails, Trump teria alertado autoridades sobre o comportamento de Epstein. "O fato de Jeffrey Epstein odiar Donald J. Trump é algo muito positivo para Donald J. Trump", alegou Vance.