Brad Cooper, comandante do Mando Central dos EUA (Centcom), afirmou nesta quarta-feira (15) que foi estabelecido um bloqueio total sobre os portos iranianos, assegurando a supremacia marítima americana no Oriente Médio.
Segundo ele, a medida teve impacto imediato na atividade econômica da República Islâmica, cuja economia depende em grande parte do comércio internacional por via marítima.
"Em menos de 36 horas desde a implementação do bloqueio [no estreito de Ormuz], as forças americanas interromperam completamente o comércio econômico que entra e sai do Irã por via marítima", declarou Cooper.
Bloqueio contra o Irã
- Os EUA iniciaram um bloqueio marítimo ao Irã e ao Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), às 14h GMT (11h no horário de Brasília), interceptando navios que entravam ou saíam de portos e áreas costeiras iranianas.
- o Irã classificou como "ilegal" e "um ato de pirataria" a imposição, por parte dos EUA, de restrições ao tráfego marítimo de navios em águas internacionais.
- "As Forças Armadas da República Islâmica do Irã declaram com clareza e determinação que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém", afirmou o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari.
- Além disso, o porta-voz afirmou que nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estará a salvo enquanto os de seu país forem ameaçados.
- O Irã advertiu que a aproximação de navios de guerra ao Estreito de Ormuz "sob qualquer pretexto ou nome" seria considerada uma violação do cessar-fogo estabelecido entre Washington e Teerã, prometendo agir com firmeza contra qualquer um que violasse o acordo.