
China e Brasil discutem crise no Irã e defendem solução pacífica

O enviado especial da China para o Oriente Médio, Zhou Jun, reuniu-se com o conselheiro de Relações Exteriores da Presidência do Brasil, Ibrahim Alzeben, em Pequim.
Em pauta, a crise no Golfo — com a guerra de Israel e EUA contra o Irã — e a busca por uma solução pacífica, informou a jornalista Isabela Shi, em publicação nesta terça-feira (14).

Durante o encontro, Alzeben afirmou que o Brasil compartilha posições semelhantes com a China sobre a questão iraniana e defendeu que a negociação é o único caminho para resolver os conflitos no Oriente Médio.
Segundo o assessor, o Brasil apoia as iniciativas apontadas pela China e pelo Paquistão para restaurar a paz e a estabilidade na região do Golfo, que vive um cessar-fogo frágil entre as partes.
Ele acrescentou que o país busca trabalhar em conjunto para defender a ordem global baseada no direito internacional.
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- O Paquistão propôs sediar uma segunda rodada de conversas entre os EUA e o Irã em Islamabad antes de 22 de abril, data em que expira o atual cessar-fogo, segundo a agência AP, citando fontes.
- O ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro do Paquistão, Ishaq Dar, já havia declarado que seu país continuaria a facilitar o diálogo entre os dois lados.
- Embora o local e a data exata ainda não tenham sido definidos, a nova rodada poderia ser realizada na quinta-feira (16), revelaram autoridades americanas que falaram à AP sob condição de anonimato.
- No entanto, essas mesmas fontes indicaram que a reunião também poderia ocorrer em Genebra, na Suíça. Outros possíveis locais incluem a Turquia ou o Egito, segundo a Bloomberg, citando fontes familiarizadas com o assunto. De acordo com essas fontes, as autoridades turcas e egípcias têm feito esforços diplomáticos para ajudar a resolver o conflito.
- Enquanto isso, Teerã e Washington mantêm contato constante por meio de intermediários, disseram autoridades do Oriente Médio ao The Wall Street Journal. Apesar da forte retórica pública, tanto Washington quanto Teerã estão dispostos a negociar, desde que os dois lados demonstrem flexibilidade, acrescenta a publicação.
