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Petro pede que Europa e América Latina suspendam acordos de defesa com Israel

O presidente colombiano elogiou a decisão tomada sobre o mesmo tema pela premiê italiana.
Petro pede que Europa e América Latina suspendam acordos de defesa com IsraelOmar Havana/Getty Images

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu nesta terça-feira (14) que América Latina e Europa sigam o exemplo da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e suspendam acordos de defesa com Israel.

"Aplaudo sua decisão e proponho que seja seguida por toda a Europa e América Latina para enfraquecer a agressão (israelense) no Oriente Médio", escreveu o mandatário colombiano em publicação no X.

Em sua mensagem, acrescentou: "É o diálogo entre civilizações que conduz à paz, e os mísseis contra as civilizações apenas levam ao fim da humanidade".

A ação de Meloni

Petro se pronunciou após Meloni anunciar que seu governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel, devido ao conflito atual no Oriente Médio.

"O governo, levando em conta a situação que estamos vivendo, decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel", informou a primeira-ministra durante coletiva de imprensa na cidade de Verona. Ela se referiu a acordo com os israelenses que entrou em vigor em 13 de abril de 2016 e previa renovação a cada cinco anos.

Em resposta, Israel afirmou que a medida não terá impacto real. "Não temos nenhum acordo de segurança com a Itália. Temos um memorando de entendimento de muitos anos atrás que nunca teve conteúdo concreto", declarou a chancelaria israelense.

Enquanto isso, Meloni foi criticada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por se recusar a apoiar a guerra contra o Irã e após questionar declarações feitas por ele contra o Papa Leão XIV.

"Ela simplesmente diz que a Itália não quer se envolver. Embora a Itália obtenha seu petróleo dali, embora os Estados Unidos sejam muito importantes para a Itália, ela não acredita que o país deva se envolver. Ela acha que os Estados Unidos deveriam fazer o trabalho por ela", afirmou, classificando a postura como "inaceitável".