
China ameaça retaliar EUA em caso de tarifas sob alegações de ajuda ao Irã

A China advertiu, nesta terça-feira (14), que pode adotar medidas de retaliação caso os EUA imponham novas tarifas com base em alegações de fornecimento de armas ao Irã.
Pequim classificou a acusação de que estaria enviando, ilegalmente, armas ao país persa como "pura invenção". A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, durante coletiva de imprensa.
A reação acontece após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar, no domingo (12), que poderá aplicar uma tarifa de 50% caso o envio de armamentos chineses ao Irã seja comprovado.
Ao rejeitar a acusação, Pequim vinculou qualquer medida tarifária a uma resposta direta.

Jiakun reforçou que "a China sempre age com prudência e responsabilidade na exportação de produtos militares e exerce um controle rigoroso de acordo com as leis e regulamentos chineses sobre controle de exportações e as obrigações internacionais devidas".
"Pura invenção"
O chanceler prosseguiu, ao dizer que "reportagens da mídia (sobre suposto envio de armas ao Irã) são pura invenção".
"Se os EUA prosseguirem com o aumento das tarifas sobre a China com base nessas acusações, a China responderá com contramedidas", concluiu.
Ainda sobre os desdobramentos dos conflitos no Golfo Pérsico, Jiakun disse que o cessar-fogo em vigor é frágil e que a prioridade deve ser evitar a retomada dos combates, defendendo o diálogo político e diplomático.
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Pequim declarou, também, que continuará atuando junto à comunidade internacional com objetivo de promover negociações e contribuir para a restauração da paz e da estabilidade no Oriente Médio.
