O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira (14), em entrevista à mídia progressista, que reconhece aspectos econômicos e estruturais dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que faz ressalvas à atuação do presidente Donald Trump.
"Obviamente que nós somos admiradores dos Estados Unidos. Um país que cresceu, se desenvolveu. Maior economia do mundo, maior país bélico do mundo, maior tecnologia, tudo isso a gente admira, a capacidade de trabalho do povo americano. Mas isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm", declarou.
Na sequência, Lula criticou a postura de Trump no cenário internacional. "O Trump não precisava ficar ameaçando o mundo. Eu disse para o Trump, olha, a gente tem que escolher se a gente quer ser temido ou a gente quer ser amado. Esse é o papel do líder", afirmou.
O presidente brasileiro também comentou como a liderança pode ser percebida. "As pessoas podem me considerar liderança porque gostam de mim. E as pessoas podem achar que eu sou líder porque têm medo. E quem tem medo não vê liderança. Vê o mau gosto. É diferente", disse.