O líder religioso Luiz Antônio Rodrigues Silva foi condenado na sexta-feira (10/4) a oito anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de violação sexual mediante fraude contra duas adolescentes no Mato Grosso (MT), conforme publicado pelo RD News.
A decisão aponta que o réu, que também atua como advogado, usava a posição de dirigente espiritual em um terreiro de Umbanda para se aproximar das vítimas e influenciar suas decisões com justificativas ligadas a supostas orientações espirituais.
Segundo a Justiça, esse contexto comprometeu a liberdade de escolha das adolescentes.
Os autos indicam que os episódios seguiram um mesmo padrão de atuação.
Em um dos casos, uma adolescente foi levada a um motel sob o argumento de que precisaria realizar um "pagamento espiritual" relacionado a atendimentos anteriores.
Em 2023, ele foi indiciado pela Polícia Civil por estupro, importunação sexual e ameaça contra mais de 10 mulheres, em um conjunto de investigações que também apontou o uso do TikTok como forma de aproximação das vítimas por meio de promessas de orientação espiritual.
Ao longo do processo, chegou a ser preso e solto em diferentes momentos e, em uma das ações, foi absolvido por insuficiência de provas em relação a parte das acusações apresentadas por um grupo de vítimas.