O chefe da Agência Europeia de Defesa (EDA), Andre Denk, destacou, em entrevista ao jornal El Pais publicada nesta segunda-feira (13), que o serviço militar obrigatório pode tornar-se uma necessidade em breve para os países do bloco.
"Temos um problema de recursos humanos, e uma das formas de resolvê-lo será através do serviço militar obrigatório", destacou durante a entrevista, acrescentando que seu país de origem, a Alemanha, provavelmente seguirá este caminho.
Vários países do bloco reintroduziram o alistamento militar desde a escalada da operação militar especial russa em face do regime ucraniano em 2022, mencionando o aumento da percepção de uma suposta "ameaça".
Denk também pediu às nações da UE para que invistam mais na produção doméstica de armas, com um foco particular em drones e sistemas antidrones.
Movimentações militares
Em 2025, a Finlândia anunciou planos para elevar o limite de idade superior para reservistas militares de baixa patente em 15 anos, de 50 para 65 anos, a partir de 2026.
O país, que compartilha uma fronteira terrestre de 1.340 km com a Rússia, abandonou sua política de longa data de neutralidade militar e ingressou na OTAN em abril de 2023.
Na mesma época, a Lituânia revelou um plano de recrutamento ampliado que funcionaria durante todo o ano a partir de 2026. O país reinstaurou o serviço militar obrigatório em 2015, após uma suspensão de sete anos.
Na vizinha Letônia, o ministro da Defesa, Andris Spruds, declarou, em setembro de 2025, que seu partido, os Progressistas, buscaria o serviço militar obrigatório não apenas para homens, mas também para mulheres, a partir de 2028.
A Dinamarca também anunciou, em 2025, que começaria a recrutar mulheres em 2026.
Na Alemanha, uma nova lei que entrou em vigor no dia 1º de janeiro introduz um modelo voluntário que poderia abrir as portas para a reinstalação do alistamento obrigatório, suspenso em 2011.