Planalto monitora eleições no Peru para testar influência externa

Governo analisa o impacto de agentes norte-americanos e a instabilidade regional para prever possíveis reflexos no pleito brasileiro em outubro.

O governo do Brasil acompanha de perto as eleições em três países como parte de uma análise sobre a influência que agentes externos, em especial os norte-americanos, podem exercer: Hungria, Colômbia e Peru. A apuração é do portal Poder360.

O alerta foi ligado, segundo a reportagem, devido à preocupação do Planalto com as eleições brasileiras de outubro. O caso do Peru, que teve o primeiro turno realizado no domingo (12), chama a atenção — ao lado da Colômbia — pelo clima instável do pleito. O país andino teve nove presidentes diferentes nos últimos dez anos.

De acordo com a publicação, a frequente troca de mandatários fragilizaria o ambiente institucional peruano. O primeiro turno ainda está em apuração, e não há confirmação sobre a realização de um segundo turno. No cenário atual, Keiko Fujimori (Força Popular) e Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru) lideram as pesquisas de boca de urna para uma eventual nova votação, prevista para 7 de junho.

O episódio envolvendo Nicolás Maduro e a influência norte-americana no processo eleitoral de outros países foram, segundo o Poder360, os primeiros sinais de alerta para o governo brasileiro.

Com isso, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teriam começado a monitorar os movimentos de atores brasileiros e estrangeiros, atentos aos efeitos que podem causar nas eleições de outubro.