
Trump responde se vai pedir desculpas a Papa Leão XIV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pedirá desculpas ao papa Leão XIV porque, segundo o chefe da Casa Branca, o papa disse coisas que não estão certas e se opõe aos seus planos em relação ao Irã.
"Não, não concordo, porque o Papa Leão XIV disse coisas que estão erradas", respondeu Trump aos jornalistas na Casa Branca. "Ele era totalmente contra o que estou fazendo em relação ao Irã, e não se pode permitir um Irã nuclear", acrescentou.

O presidente afirmou que o papa não ficaria satisfeito caso a República Islâmica obtivesse uma arma nuclear, pois haveria "centenas de milhões de mortos", algo que, segundo Trump, "não vai acontecer". "Portanto, não posso", acrescentou.
"Acho que ele é muito fraco no que diz respeito ao crime e outras questões", acrescentou, esclarecendo que está apenas respondendo às declarações públicas de Leão XIV.
Trump defendeu sua abordagem em matéria de segurança interna e afirmou que é preciso manter a "lei e a ordem" no país, ao mesmo tempo em que criticou o papa, acusando-o de "parecer ter um problema" com essa questão. "Ele está errado. E outra coisa é que ele não gostava do que estamos fazendo em relação ao Irã", concluiu.
"Continuarei me manifestando contra a guerra"
O papa Leão XIV declarou nesta segunda-feira (13) que pretende continuar levantando a voz contra a guerra após o ataque direto do presidente dos EUA, que questionou a liderança do chefe da Igreja Católica e sua postura em questões de segurança.
"Continuarei me manifestando veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas", afirmou à Reuters.
Além disso, indicou que não quer entrar em uma discussão com o chefe de Estado norte-americano e acrescentou que não acredita "que a mensagem do Evangelho deva ser mal interpretada, como algumas pessoas estão fazendo".
"Eu não estaria no Vaticano se não fosse presidente"
Anteriormente, o primeiro papa nascido nos EUA já havia manifestado sua preocupação com conflitos internacionais e políticas migratórias, em um tom que foi interpretado como crítico em relação a Washington.
Trump classificou Leão XIV como "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa". Em uma publicação no Truth Social, o presidente americano questionou a postura do papa em questões internacionais e de segurança, e afirmou que não deseja "um papa que ache que está certo o Irã ter uma arma nuclear" nem que critique as ações dos Estados Unidos em países como a Venezuela. Além disso, acusou o papa de se aliar à esquerda política e de agir mais como um líder político do que como líder religioso.
Além disso, sugeriu que a eleição do papa foi influenciada por sua própria presidência. "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", afirmou.

