Presidente da Coreia do Sul compara ações de Israel ao Holocausto e provoca indignação em Tel Aviv

Em resposta, a chancelaria israelense acusou Lee Jae-Myung de "banalizar o massacre de judeus na véspera do Dia da Lembrança do Holocausto em Israel".

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-Myung, desencadeou polêmica dentro do país e indignação por parte de Israel ao comparar, em uma publicação na rede social X, na última quinta-feira (9), ações militares israelenses contra palestinos ao Holocausto.

A controvérsia começou quando Lee afirmou que "mortes em tempo de guerra" pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) eram "iguais ao massacre judeu" pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

O presidente também compartilhou uma filmagem que, segundo a legenda, mostrava tropas israelenses torturando e jogando um palestino do alto de um prédio.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores israelense acusou Lee, em uma postagem na sexta-feira (10), de "banalizar o massacre de judeus na véspera do Dia da Lembrança do Holocausto em Israel", classificando seus comentários como "inaceitáveis e que merecem forte condenação".

O ministério afirmou que o incidente compartilhado por Seul, datado de 2024, ocorreu durante uma operação contra "terroristas" e já havia sido investigado.

A declaração também dividiu opiniões na Coreia do Sul, com o partido conservador, de oposição, criticando Lee por não falar com mais prudência.