Na Yakútia, no Extremo Oriente russo, médicos reanimaram um paciente que estava clinicamente morto havia quase cinco horas, informou Vera Tarasova, médica-chefe do Hospital Distrital Central à imprensa russa, nesta segunda-feira (13).
O incidente ocorreu no final de março. Após uma bebedeira, o homem adormeceu ao ar livre em temperaturas de -20°C. Os paramédicos que atenderam ao chamado o declararam clinicamente morto.
No entanto, apesar da ausência de pulso, pressão arterial e atividade elétrica cardíaca, o médico de plantão responsável pela reanimação ordenou que o paciente fosse levado ao pronto-socorro. Lá, foi implementado o método de "descongelamento".
"O método de descongelamento baseia-se no descongelamento gradual, que não danifica os vasos menores, pois danos ao leito microvascular levam a ataques cardíacos, edema cerebral, insuficiência renal e morte", explicou a médica-chefe.
A temperatura corporal do paciente subiu de 24°C para 34°C ao longo de quatro horas. Em seguida, iniciou-se a ressuscitação cardiopulmonar avançada. Vinte e cinco minutos depois, a fibrilação ventricular — um sinal de atividade elétrica do coração — apareceu no monitor.
O paciente saiu do coma induzido no dia seguinte.