A Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA recorreu ao software israelense Pegasus para realizar a missão de resgate do segundo tripulante do caça F-15 americano abatido em 3 de abril pelas forças iranianas, segundo reportagem do The Times divulgada na sexta-feira (10).
A CIA montou uma sofisticada operação de desinformação, usando o programa de espionagem para invadir celulares de líderes iranianos e comandantes da Guarda Revolucionária, para fazê-los acreditar que o piloto desaparecido já havia sido resgatado e estava sendo transportado em segurança por um comboio terrestre até o ponto de evacuação por via marítima.
O Pegasus, amplamente utilizado por vários serviços de inteligência e pelas forças especiais dos Estados Unidos, foi desenvolvido para espionar celulares e coletar dados sem ser detectado.
Ele também pode ser usado para divulgar informações falsas, enviando mensagens aparentemente genuínas por meio de aplicativos de mensagens.
Cessar-fogo no Oriente Médio
- Estados Unidos e Irã concordaram na terça-feira (7) com um cessar-fogo de duas semanas, após mais de um mês de hostilidades. Washington indicou que recebeu uma proposta de 10 pontos por parte de Teerã, que considerou "uma base viável" para negociar. O Conselho Nacional de Segurança do Irã, por sua vez, declarou que os EUA "foram obrigados a aceitar" essa proposta.
- Pouco antes, Trump fez um alerta sombrio à liderança e ao povo iraniano: "Esta noite, uma civilização inteira desaparecerá, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá"
No entanto, o estreito marítimo permanece fechado desde o anúncio. Desde então, Trump anunciou um novo passo contra Teerã: o bloqueio do estreito. "A Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, começará o bloqueio qualquer navio que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social Truth Social.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã lembrou aos Estados Unidos, na madrugada deste domingo (12), que o país "tem autoridade plena sobre a gestão inteligente do Estreito de Ormuz" e que qualquer tentativa de passagem de embarcações militares pela rota marítima será tratada com severidade.