Após o encerramento das urnas no Peru neste domingo (12), a contagem dos votos para determinar quem será o próximo presidente do país para o mandato de 2026-2031 foi iniciada.
Segundo dados da empresa de pesquisas IPSOS, o primeiro lugar é ocupado pela candidata presidencial Keiko Fujimori, do partido Força Popular (com 16,6%), seguida por seus oponentes Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru (com 12,1%) e Ricardo Belmont, do Partido Obras Cívicas (com 11,8%).
Às 18h (horário local), as seções eleitorais começaram a fechar, após uma prorrogação de uma hora no horário de votação devido a atrasos na chegada de material eleitoral a 211 seções, o que impediu mais de 63 mil pessoas de votar.
Segundo outras informações divulgadas pela mídia local, Roberto Sánchez ficaria em primeiro lugar com 10%, seguido por Alfonso López-Chau com 8% e Carlos Álvarez com 7,1%.
Para vencer no primeiro turno, um candidato deve obter mais de 50% dos votos válidos; caso contrário, um segundo turno será realizado entre os dois candidatos em 7 de junho.
De acordo com os resultados da apuração preliminar, baseada em pesquisas realizadas com eleitores na saída das seções eleitorais, Fujimori e Sánchez devem avançar para o segundo turno.
Mais de 27 milhões de pessoas foram convocadas às urnas em todo o território nacional para eleger também o vice-presidente, senadores, deputados e presidentes do Parlamento.
Esta é a primeira eleição geral desde 2021, quando o esquerdista Pedro Castillo venceu no segundo turno, apenas para ser posteriormente destituído do cargo. Desde então, a nação teve Dina Boluarte, José Jerí e, agora, José María Balcázar como presidentes.
Desta vez, foram registradas 35 candidaturas presidenciais, o dobro do número nas eleições de 2021, segundo a imprensa local. Portanto, o Peru lidera o ranking de países sul-americanos com o maior número de candidatos presidenciais em uma única eleição, de acordo com o jornal El Comercio.
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Este ano também marca o retorno ao sistema bicameral no Peru, onde os eleitores elegerão 130 membros da Câmara dos Deputados e 60 senadores. Eles também escolherão cinco representantes para o Parlamento.