O político húngaro Péter Magyar, líder do partido Tisza, afirmou que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, telefonou para parabenizá-lo pela vitória nas eleições deste domingo (12).
"O primeiro-ministro Viktor Orbán acaba de me parabenizar por telefone pela nossa vitória", escreveu Peter Magyar em suas redes sociais.
Hoje, 77,8% dos eleitores na Hungria, ou mais de 5,8 milhões de pessoas, foram às urnas para as eleições parlamentares marcadas pelo confronto entre o partido governista, Fidesz, liderado por Viktor Orbán, e o movimento de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar.
Posições diferentes
As posições de Orbán e Magyar divergem radicalmente em muitas questões. Por exemplo, Orbán apoia o fim do conflito ucraniano e defende as negociações de paz, enquanto o líder da oposição partilha da posição da União Europeia sobre a necessidade de continuar a ação militar e fornecer apoio militar a Kiev.
Orbán está no poder desde 2010. Seu partido, o Fidesz, e seus parceiros democratas-cristãos ocupavam 135 das 199 cadeiras na Assembleia Nacional. Ele é conhecido por seu conservadorismo, que levou a confrontos com a UE devido à sua recusa em aceitar solicitantes de asilo não europeus e à sua proibição de propaganda LGBT*.
Ele também está associado a um programa de nacionalismo econômico chamado 'Orbanomics' e às suas críticas ao apoio financeiro e militar da UE à Ucrânia.
Assim, Orbán bloqueou várias rodadas de sanções contra a Rússia e só cedeu após obter isenções que permitiram à Hungria continuar comprando energia russa. Além disso, Budapeste vetou um pacote de empréstimo da UE de € 90 bilhões, financiado por meio de dívida, para Kiev.
Péter Magyar, ex-membro do partido governista da Hungria, renunciou em 2024 e ingressou no Tisza, partido que se manteve marginalizado desde sua fundação, quatro anos antes. Nesse período, Magyar esteve envolvido em dois processos judiciais. Em um deles, testemunhou sobre suposta corrupção no governo Orbán; no outro, foi acusado de violência doméstica por sua ex-esposa, a ex-ministra da Justiça Judit Varga.
Ainda em 2026, Magyar — que Budapeste denunciou repetidamente por receber apoio financeiro de algumas capitais da União Europeia e do regime de Kiev — foi eleito para o Parlamento Europeu, juntamente com outros seis eurodeputados do Tisza.
*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.