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Ministros indicados por Bolsonaro devem assumir comando do TSE nas eleições de 2026

Saída antecipada de Cármen Lúcia abriu caminho para nova direção responsável pela condução do pleito eleitoral.
Ministros indicados por Bolsonaro devem assumir comando do TSE nas eleições de 2026Gettyimages.ru / Andressa Anholete

A saída antecipada da ministra Cármen Lúcia da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve provocar mudança no comando da Corte ainda neste semestre. A decisão, anunciada na quinta-feira (9) abre espaço para que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumam a direção do tribunal responsável pela organização das eleições gerais de 2026.

A eleição interna para escolha da nova presidência está marcada para terça-feira (14). A expectativa é que o ministro Nunes Marques assuma o comando da Corte já em maio, permanecendo à frente do TSE durante todo o processo eleitoral. O ministro André Mendonça deve ocupar a vice-presidência.

Cármen Lúcia antecipou a saída, inicialmente prevista para junho, afirmando que a medida busca garantir organização administrativa antes do início da fase decisiva das eleições. Segundo a magistrada, "considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de cem dias, e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi [...] iniciar agora a eleição dos novos dirigentes".

Processo eleitoral

Em outubro de 2026, mais de 150 milhões de eleitores devem ir às urnas eletrônicas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. O primeiro turno está previsto para 4 de outubro.

Na presidência do TSE, Nunes Marques ficará responsável por coordenar todas as etapas do pleito, incluindo o registro de candidaturas, a logística das urnas eletrônicas em todo o país e a condução dos julgamentos relacionados ao processo eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros com mandatos temporários: três oriundos do Supremo Tribunal Federal, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas. Tradicionalmente, um dos ministros do STF ocupa a presidência da Corte eleitoral.