O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou neste domingo (12) a recomposição integral da capacidade do oleoduto Leste-Oeste, que voltou a operar com seus 7 milhões de barris diários após a conclusão dos reparos em uma estação danificada.
A infraestrutura, de cerca de 1.200 km, conecta os campos petrolíferos do leste do país aos terminais no Mar Vermelho, possibilitando o escoamento da produção sem depender do Estreito de Ormuz. Desde o fim de fevereiro, os embarques pelo Mar Vermelho quadruplicaram, ao passo que o tráfego pelo Golfo Pérsico foi quase inteiramente interrompido.
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Sua estrutura havia sido atingida por um ataque na quarta-feira (8), logo após do início do cessar-fogo anunciado na terça (7), com perda de 700 mil barris diários de capacidade e sem reivindicação de autoria da ofensiva.
O Ministério saudita destacou que a recuperação em curto prazo evidencia a resiliência operacional da Saudi Aramco e do setor energético do reino, reforçando a "confiabilidade do abastecimento" aos mercados globais.
O oleoduto desempenha um papel estratégico desde sua construção nos anos 1980, como plano de contingência durante a guerra entre Irã e Iraque. O porto de Yanbu, ponto de saída no Mar Vermelho, foi alvo de drones iranianos em março e fica perigosamente próximo ao Estreito de Bab el-Mandeb, ameaçado pelos Houthis do Iêmen.
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Os riscos persistentes na região, contudo, somados aos reparos ainda em andamento no campo petrolífero de Khurais, no leste do país, mantêm elevado o prêmio de risco nos contratos futuros de petróleo.