
Trump comenta ameaça de morte à civilização iraniana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou, neste domingo (12), sua ameaça de morte à civilização iraniana, feita pouco antes do anúncio da trégua de terça-feira. Em entrevista à Fox News, o mandatário foi questionado sobre as críticas que recebeu de líderes de vários países após a declaração polêmica.

"Estou tranquilo com isso [as críticas]. [...] Acho que em breve eles vão se render", disse Trump. "Durante anos, tive que ouvir eles dizendo: 'Morte aos Estados Unidos', certo? Eles dizem: 'Morte aos Estados Unidos! Morte a Israel! Os Estados Unidos são Satanás. Vamos destruir os Estados Unidos. Morte aos Estados Unidos!' Alguém reclama quando eles dizem isso? Acho que isso é muito pior", acrescentou.
"Deixe-me dizer que essa declaração os levou à mesa de negociação. E eles não saíram de lá", afirmou.
Trump também afirmou que, em sua opinião, "poderia derrotar o Irã em um único dia", mas disse que não quer fazer isso devido à escala de destruição que isso causaria.
Ele também reforçou a necessidade de que o Irã nunca tenha armas nucleares. "Se eles não abandonarem esse esforço, o senhor continuará destruindo o Irã?", perguntou a jornalista Maria Bartiromo. "Sim, continuarei", respondeu Trump.
Enquanto isso, o Irã nunca declarou intenção de desenvolver armas nucleares e insiste que tem o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos.
Cessar-fogo no Oriente Médio
- Estados Unidos e Irã concordaram na terça-feira (7) com um cessar-fogo de duas semanas, após mais de um mês de hostilidades. Washington indicou que recebeu uma proposta de 10 pontos por parte de Teerã, que considerou "uma base viável" para negociar. O Conselho Nacional de Segurança do Irã, por sua vez, declarou que os EUA "foram obrigados a aceitar" essa proposta.
- Pouco antes, Trump fez um alerta sombrio à liderança e ao povo iraniano: "Esta noite, uma civilização inteira desaparecerá, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá"
No entanto, o estreito marítimo permanece fechado desde o anúncio. Desde então, Trump anunciou um novo passo contra Teerã: o bloqueio do estreito. "A Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, começará o bloqueio qualquer navio que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social Truth Social.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã lembrou aos Estados Unidos, na madrugada deste domingo (12), que o país "tem autoridade plena sobre a gestão inteligente do Estreito de Ormuz" e que qualquer tentativa de passagem de embarcações militares pela rota marítima será tratada com severidade.
