O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste domingo (12) que seu país iniciará o bloqueio do Estreito de Ormuz "imediatamente".
"A reunião [com o Irã em Islamabad, Paquistão] correu bem, a maioria dos pontos foi acordada, mas o ponto que realmente importava, o nuclear, não. Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, começará o processo de bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu o presidente americano na rede Truth Social.
O bloqueio, alegou, será conduzido com a adesão de outros países, sem especificações.
Trump indicou ter ordenado à Marinha que localizasse e interceptasse, em águas internacionais, qualquer embarcação que tivesse pago pedágio ao Irã, deixando claro que nenhum navio nessa situação teria "passagem segura em alto-mar".
Segundo ele, os iranianos buscam dinheiro e, sobretudo, armas nucleares, declarando que não conseguiriam mais lucrar com o que classificou como um "ato ilegal de extorsão".
O presidente ameaçou ainda destruir as minas colocadas pelos iranianos no estreito e declarou que qualquer iraniano que abrisse fogo contra forças americanas ou contra navios pacíficos seria "enviado para o inferno".
"Estamos totalmente preparados e nossas Forças Armadas acabarão com o pouco que resta do Irã", concluiu.
Negociações sob tensão
- As negociações entre as delegações dos Estados Unidos e do Irã em Islamabad, capital do Paquistão, terminaram neste sábado (11) sem que as partes chegassem a um acordo, afirmou o vice-presidente norte-americano James D. Vance.
- As conversas ocorreram em um contexto de incerteza decorrente da desconfiança mútua e de demandas não atendidas. Mohammad Bagher Ghalibaf, chefe da delegação iraniana, declarou que, embora tenham "boas intenções", desconfiam de Washington. Enquanto isso, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, alertou que, se os iranianos tentassem "enganá-los", a equipe de negociação "não [seria] tão receptiva".
- Entre os principais temas em discussão estavam o programa de enriquecimento de urânio e de mísseis balísticos do Irã, bem como a reabertura completa do Estreito de Ormuz. Por sua vez, o governo iraniano busca uma garantia dos EUA de um fim mais duradouro às hostilidades.