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Kremlin comenta o que acontecerá com a operação militar especial após a trégua

Segundo Dmitry Peskov, as divergências entre Moscou e Kiev se resumem a poucos quilômetros de território.
Kremlin comenta o que acontecerá com a operação militar especial após a tréguaStanislav Krasilnikov / Sputnik

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou neste domingo (12) ao jornalista Pavel Zarubin que, após o fim do cessar-fogo de Páscoa, a operação militar especial da Rússia continuará e seguirá até que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, "se atreva a tomar decisões sobre a paz".

Ele também declarou que as divergências entre Moscou e Kiev se resumem a apenas alguns quilômetros. Com isso, Peskov ecoou a fala do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, de que, atualmente, as negociações para resolver o conflito na Ucrânia giram em torno de uma disputa por "alguns poucos quilômetros quadrados".

Segundo ele, ainda falta "libertar 17% a 18% da República Popular de Donetsk", o que significaria alcançar as fronteiras administrativas da região. O porta-voz do Kremlin acrescentou que, quando as Forças Armadas russas chegarem às fronteiras do Donbass, as negociações de paz sobre a Ucrânia serão "complexas, minuciosas e lentas".

Nesse contexto, Peskov reforçou que a Rússia quer uma paz estável na Ucrânia e afirmou que Moscou entende a grande carga de trabalho de seus homólogos norte-americanos, bem como a pausa no processo de paz.

"Queremos uma paz duradoura. E essa paz só será possível quando garantirmos nossos interesses e atingirmos os objetivos definidos desde o início. Isso pode ser alcançado, literalmente, 'hoje mesmo'. Mas Zelensky precisa tomar essas decisões já conhecidas", disse Peskov. "E, assim que forem tomadas, tudo voltará ao normal", acrescentou.