Candidato democrata ao governo da Califórnia enfrenta acusações de agressão sexual

Lideranças do Partido Democrata retiraram apoio após as denúncias publicadas pela imprensa norte-americana.

O congressista democrata Eric Swalwell, candidato ao governo da Califórnia, passou a enfrentar acusações de agressão sexual e comportamento inadequado após reportagens divulgadas na sexta-feira (10). As denúncias levaram importantes lideranças do Partido Democrata a retirar apoio à candidatura.

Segundo reportagem do San Francisco Chronicle, uma ex-funcionária do gabinete de Swalwell afirmou ter sido vítima de agressão sexual em duas ocasiões. Já a CNN publicou relatos de outras três mulheres que acusam o político de diferentes formas de conduta sexual imprópria.

A ex-assessora declarou que o congressista começou a assediá-la poucas semanas após sua contratação, em 2019, quando ela tinha 21 anos e trabalhava no escritório distrital democrata em Castro Valley.

De acordo com o relato, Swalwell teria pressionado a funcionária a enviar fotos íntimas, tentou beijá-la enquanto dirigia e solicitou sexo oral. Ela afirmou ainda que, em 2024, após um evento beneficente, perdeu a consciência e acordou nua em um quarto de hotel do congressista, com sinais de relação sexual.

A ex-presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, declarou que "a jovem que apresentou graves acusações contra o congressista Swalwell deve ser respeitada e ouvida". Em publicação nas redes sociais, afirmou que "o mais apropriado é conduzir a investigação fora do contexto de uma campanha para o governo".

O senador da Califórnia Adam Schiff afirmou estar "profundamente consternado" com as denúncias, classificou o testemunho como "corajoso" e anunciou a retirada imediata de seu apoio, defendendo que Swalwell deixe a disputa eleitoral.

O senador do Arizona Ruben Gallego e o representante californiano Adam Gray também retiraram respaldo ao candidato.

O presidente do Partido Democrata da Califórnia, Rusty Hicks, descreveu as acusações como "profundamente perturbadoras" e afirmou que "as histórias de vítimas e sobreviventes devem ser ouvidas e acreditadas".

Swalwell negou todas as acusações e declarou que as alegações contra ele são "completamente falsas".