Irã denuncia que o cessar-fogo no Líbano não está sendo cumprido e insta EUA a pressionar Israel — Imprensa

O país aceitou iniciar negociações em Islamabad para finalizar o cessar-fogo no Líbano e tratar do desbloqueio de seus ativos no exterior.

As delegações do Irã e dos Estados Unidos iniciaram neste sábado (11) conversas na capital do Paquistão, Islamabad, após o cumprimento parcial das principais exigências de Teerã, segundo a agência iraniana Fars.

Entre os avanços, foram reduzidos os ataques israelenses contra o Líbano, algo que o Irã exige que seja incluído formalmente no cessar-fogo. Em contrapartida, Washington aceitou liberar ativos iranianos congelados no exterior.

Durante as negociações, Teerã deve pressionar Washington a influenciar Tel Aviv para que interrompa completamente os ataques ao Líbano e respeite o cessar-fogo, que, até o momento, ainda não está sendo aplicado de forma plena.

Ataques de Israel contra o Líbano

Desde o anúncio do cessar-fogo, Israel realizou ataques intensos contra o Líbano. Sob a justificativa de atingir posições do Hezbollah, as ações deixaram centenas de mortos e feridos em diferentes regiões do país.

Teerã condena os ataques como uma violação da trégua e afirma que as negociações perdem sentido sem a inclusão do Líbano no acordo. Por outro lado, Israel e Estados Unidos sustentam que o cessar-fogo atual não se aplica ao território libanês.

Em conversa telefônica, Trump pediu na quarta-feira (8) ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que limite os ataques no Líbano após o anúncio da trégua entre Washington e Teerã.

Netanyahu afirmou que não há cessar-fogo vigente no país e que as forças israelenses continuarão atacando o Hezbollah. Ao mesmo tempo, declarou ter ordenado ao gabinete que inicie negociações com o Líbano "o mais rápido possível".

O presidente dos EUA também ameaçou recentemente lançar ataques contra o Irã "mais fortes do que qualquer um já viu", caso a trégua fracasse. "Se por qualquer razão não se cumprir, o que é muito improvável, então 'começará o tiroteio', maior, melhor e mais forte do que qualquer um já viu", escreveu Trump em suas redes sociais.

Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), afirmou na quinta-feira (9) que as forças americanas permanecem na região e estão prontas para agir, se necessário.