
Rússia e Ucrânia realizam troca de prisioneiros diante da Páscoa ortodoxa

Rússia e Ucrânia realizaram uma troca de prisioneiros na véspera da festividade religiosa ortodoxa da Páscoa.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que cada lado devolveu ao outro 175 militares até então capturados.

"Em 11 de abril, 175 militares russos foram libertados do território controlado pelo regime de Kiev. Em troca, 175 prisioneiros de guerra das Forças Armadas ucranianas foram transferidos. Sete cidadãos da Federação Russa residentes da província de Kursk e detidos ilegalmente pelo regime de Kiev também foram libertados e retornarão às suas casas", informou. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) atuaram como mediadores no retorno do pessoal militar russo, acrescentou o órgão.
Na quinta-feira (9), o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma trégua por ocasião da Páscoa, que será válida das 16h do dia 11 de abril até o fim do dia 12 de abril (horário local). "Partimos do princípio de que a parte ucraniana seguirá o exemplo da Federação Russa", declarou Moscou.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou na sexta-feira (10) o caráter humanitário do cessar-fogo. "A luminosa festividade da Páscoa é uma celebração tanto para o nosso país quanto para a Ucrânia, para os ucranianos; por isso tem um caráter exclusivamente humanitário", explicou.
Nesse contexto, ele ressaltou que Moscou já afirmou em diversas ocasiões que não busca uma trégua temporária, mas sim uma paz "duradoura e estável". Também afirmou que a paz poderia chegar "hoje" caso o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, "assuma a responsabilidade e tome a decisão adequada".
Por sua vez, Zelensky afirma que a Ucrânia já declarou "em várias ocasiões" estar pronta para dar "passos simétricos". "Propusemos um cessar-fogo durante o feriado de Páscoa deste ano e vamos agir de acordo", escreveu em suas redes sociais.
Em diversas ocasiões, a Rússia foi promotora de tréguas temporárias em datas festivas como a Páscoa, o Natal ou o Dia da Vitória.
- No ano passado, apesar de o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, ter aceitado o cessar-fogo durante a Páscoa proposto por Vladimir Putin, os militares ucranianos continuaram atacando posições das tropas russas e instalações civis. Naquele período, a parte russa registrou um total de 4.900 violações do regime de cessar-fogo.
