
Chanceler iraniano diz que decisão do Irã de aceitar cessar-fogo foi 'responsável'

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou por telefone nesta sexta-feira (10) com o chanceler da Alemanha, Johann Wadephul, segundo comunicado divulgado pelo próprio governo iraniano.

De acordo com o texto, Araghchi comentou os recentes desdobramentos envolvendo a ofensiva militar dos Estados Unidos e do "regime sionista" contra o Irã, e destacou a importância de que todos os países adotem uma postura "responsável" para defender o direito internacional e os princípios da Carta da ONU.
Neste contexto, o chanceler da República Islâmica do Irã destacou que a decisão do país de aceitar o cessar-fogo foi um passo "muito responsável" para lançar as bases de um fim completo da guerra, a reparação dos danos causados à nação e a responsabilização dos agressores. O chefe da diplomacia iraniana também lembrou as repetidas violações de Washington e os crimes cometidos durante as duas guerras "impostas" no último ano.
Por sua vez, Wadephul expressou apoio ao fim da guerra e defendeu a interrupção dos ataques de Israel contra o Líbano. Ele também manifestou a esperança de que as próximas negociações permitam o retorno da paz e da estabilidade à região.
Na sexta-feira (10), o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, seguiu para a capital do Paquistão, Islamabad, para participar das negociações previstas para este sábado sobre a guerra contra o Irã. Vance destacou a disposição do país em chegar a um acordo com o Irã, desde que Teerã negocie "de boa fé".
Proposta iraniana e impasses
Teerã busca garantias formais de Washington para um encerramento mais duradouro das hostilidades. Na quarta-feira (8), o governo iraniano apresentou uma proposta com 10 pontos, incluindo a manutenção do controle sobre o Estreito de Ormuz, a retirada de forças americanas da região e o fim dos ataques israelenses contra todos os grupos de resistência, incluindo o Hezbollah no Líbano.
presidente Donald Trump classificou o plano como "uma base viável sobre a qual negociar" o fim da guerra. Um funcionário da Casa Branca, no entanto, afirmou ao The New York Times que as exigências não correspondem ao que foi mencionado pelo presidente.
Já J.D. Vance declarou que a proposta iraniana "foi diretamente para o lixo". A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que seria "totalmente absurda" a aceitação integral das exigências, indicando que o conteúdo pode ser ajustado à proposta americana de 15 pontos enviada anteriormente ao Irã.

