A missão Artemis II foi encerrada com sucesso na noite de sexta-feira (10), com o retorno seguro dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen a bordo da cápsula Orion — batendo o recorde de maior distância percorrida por humanos no espaço, superando a Apollo 13 de 1970.
Apesar do marco histórico de levar tripulantes à órbita lunar pela primeira vez em mais de 50 anos, especialistas alertam que a parte realmente difícil ainda está por vir.
A Artemis III, prevista para meados de 2027, testará o acoplamento orbital entre a Orion e os módulos de pouso desenvolvidos pela SpaceX e pela Blue Origin. Ambos os módulos estão apresentando atrasos significativos: o primeiro estourou o prazo inicial em ao menos dois anos e o segundo em quase oito meses. Só então a Artemis IV, em 2028, tentará o primeiro pouso tripulado desde a Apollo 17, em 1972.
O cronograma de 2028 tem respaldo político do governo Trump, nos termos da diretriz espacial publicada em 2020, mas analistas independentes questionam sua viabilidade. O maior obstáculo técnico é o reabastecimento em órbita. A China desenvolve uma abordagem mais simples com dois foguetes, módulos separados e sem reabastecimento orbital, também mirando a Lua até 2030, pressionando os planos de Washington.
A Artemis V, também planejada para 2028, marcaria o início de uma rotina de missões e os primeiros passos de uma base lunar permanente. Os objetivos do programa partem de uma estratégia maior que inclui, no horizonte distante, as primeiras viagens tripuladas a Marte.