Funcionários dos Estados Unidos citados pelo The New York Times na sexta-feira (10) afirmam que o Irã não conseguiu reabrir completamente a passagem no Estreito de Ormuz porque não localizou todas as minas que teriam sido colocadas na região marítima.
Segundo o relatório, essa situação impediu Teerã de cumprir de forma rápida a exigência do presidente Donald Trump de permitir maior fluxo de embarcações, em um contexto de tensões e negociações em andamento.
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De acordo com as fontes, o Irã teria lançado minas no mês passado utilizando pequenas embarcações, deixando apenas rotas limitadas para navios que pagassem pedágio. No entanto, a colocação teria sido feita de forma irregular e sem registros precisos, o que dificulta a localização dos explosivos.
Os funcionários ainda indicam que algumas minas podem ter se deslocado, o que tornaria a identificação ainda mais complexa. Eles também afirmam que a remoção de minas marítimas é muito mais difícil do que sua instalação e que, supostamente, o Irã não teria capacidade técnica para realizar essa operação com rapidez.
Rota Alternativa
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, na quarta-feira (8), uma série de rotas alternativas para o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
"Devido à situação de guerra no Golfo Pérsico e à possível presença de minas navais na principal zona do Estreito de Ormuz, todos os navios que planejam transitar pela região devem adotar rotas alternativas para garantir a segurança da navegação e proteger-se de possíveis colisões com minas marinhas", indica a publicação divulgada pela TasnimNews.
"Rota de entrada: a partir do Mar de Omã em direção ao norte, passando pela Ilha de Larak, e depois continuar a rota em direção ao Golfo Pérsico. Rota de saída: a partir do Golfo Pérsico, passando pelo sul da Ilha de Larak, e continuando em direção ao Mar de Omã", detalha o comunicado.
As alternativas fornecidas pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica ocorrem após ser divulgado que diversas embarcações que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz estavam sendo obrigadas a retornar após um bloqueio total da via marítima.