
Netanyahu recebe instruções importantes dos EUA — Axios

Os Estados Unidos e o Líbano pediram ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que suspenda os ataques contra forças do movimento libanês Hezbollah até o início das negociações diretas entre Tel Aviv e Beirute, previstas para a próxima semana, informou o site Axios no sábado (11), citando fontes.

As conversas iniciais estão marcadas para a próxima terça-feira, em Washington, onde os embaixadores de Israel e do Líbano devem se reunir para uma primeira rodada de negociações diretas. A expectativa é de que, na sequência, ocorram tratativas mais detalhadas entre as partes.
Segundo duas fontes ouvidas pelo Axios, o governo libanês pediu, por meio de mediadores norte-americanos, que Israel realize um "gesto" antes do encontro e pause temporariamente os ataques aéreos em território libanês.
As fontes também afirmaram que os Estados Unidos apoiam o pedido de Beirute e pressionam Israel a aceitá-lo. Netanyahu, por sua vez, ainda avalia a solicitação e não tomou uma decisão final.
Nesse contexto, um funcionário israelense afirmou que "não há cessar-fogo". No entanto, outra fonte citada indicou que o primeiro-ministro pode aceitar uma pausa tática de curta duração nas operações aéreas.
Na fronteira do cessar-fogo
- Os EUA e o Irã chegaram a um acordo na terça-feira (7) para um cessar-fogo de duas semanas, após 39 dias seguidos de hostilidades. Poucas horas após o anúncio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) fizeram seu maior ataque contra o sul do Líbano e sua capital, Beirute, desde o início da guerra.
- O primeiro-ministro do Paquistão e mediador do acordo, Shehbaz Sharif, afirmou que o cessar-fogo incluía o Líbano, enquanto o gabinete do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, negou a afirmação. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou que o país estaria excluído do acordo.
- O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi novamente interrompido pelas forças iranianas devido aos ataques ao Líbano, provocando uma advertência da Guarda Revolucionária para uma "resposta esmagadora" contra EUA e Israel, que foi reiterada pelo movimento Houthi do Iêmen.
