O que está por trás do envio de tropas dos EUA ao Oriente Médio em meio ao cessar-fogo?

Entre 1.500 e 2.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA podem chegar à região nos próximos dias.

Os Estados Unidos estão enviando mais forças ao Oriente Médio para possíveis operações, enquanto delegações americanas e iranianas se preparam para negociações no Paquistão neste fim de semana, informou o The Wall Street Journal neste sábado (11), citando fontes militares e um funcionário com conhecimento do assunto.

Aviões de combate chegaram recentemente à região, segundo dados de monitoramento de voos e um funcionário dos EUA. Além disso, entre 1.500 e 2.000 soldados de elite da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército podem chegar nos próximos dias.

Milhares de fuzileiros navais também estão a caminho da zona de conflito. O porta-aviões USS George H.W. Bush e os navios de guerra que o acompanham partiram da Virgínia no fim de março e atualmente estão no Atlântico.

Já o USS Boxer, um navio de assalto anfíbio, junto com outras embarcações de guerra que transportam a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, saiu da Califórnia em meados de março e está no Pacífico. Segundo o jornal, caso sejam acionados, esses navios levariam cerca de uma semana para chegar ao Oriente Médio.

Vale lembrar que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou adotar ações militares caso as negociações fracassem, afirmando que seus navios de guerra estão equipados com "as melhores armas já fabricadas" para serem usadas "de forma muito eficaz".

Por sua vez, o Irã denunciou repetidamente a violação do cessar-fogo de duas semanas, alegando que o cessar-fogo não foi implementado no Líbano nem houve a liberação de seus ativos bloqueados, e exigiu o cumprimento dessas condições antes do início das negociações.