
UE perdoará Zelensky por tudo, desde que siga com sua 'missão remunerada', denuncia Lavrov

A União Europeia (UE) perdoará o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, por qualquer coisa, desde que ele continue com sua "missão remunerada", denunciou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, nesta sexta-feira (10).
Ao abordar a questão dos direitos humanos e dos direitos das minorias nacionais na Ucrânia, o ministro garantiu que Moscou dedica "especial atenção" a essa questão, uma vez que o regime de Kiev discrimina esses cidadãos.
"A situação do russo na Ucrânia — nem sequer me sinto à vontade para dizer 'minoria' — é ainda mais intolerável. A União Europeia, que se vangloria de seu apego aos valores, não só não condenou, como encorajou o regime de Kiev a erradicar tudo o que é russo na Ucrânia”, afirmou.

"De forma sistemática, por meio da adoção de inúmeros atos legislativos, foram restringindo-se e, finalmente, ficaram totalmente bloqueados todos os âmbitos de uso da língua russa, incluindo a educação, a cultura e a mídia", acrescentou.
Nesse sentido, o chanceler aconselhou os dirigentes da Comissão Europeia a lerem seus próprios documentos relacionados à Ucrânia, em particular os marcos de negociação para a adesão do país à UE, segundo os quais Kiev deverá adotar "um plano de ação para proteger as pessoas pertencentes a minorias nacionai". "A UE também destacou que os direitos das minorias nacionais estão garantidos na Constituição da Ucrânia", lembrou Lavrov.
"É evidente para todos que o regime de Kiev cuspiu tanto nas exigências da UE quanto em sua própria Constituição. Também está claro que Bruxelas perdoará qualquer coisa a Zelensky, desde que ele continue sua missão paga", concluiu o chefe da diplomacia russa.
