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Brasil possui reservas de petróleo suficientes para quase 13 anos de extração

Relatório da agência estatal de combustíveis revelou um crescimento de 3,85% nas reservas brasileiras em 2025. Para cada 100 barris extraídos no ano, foram comprovados 147 novos.
Brasil possui reservas de petróleo suficientes para quase 13 anos de extraçãoEdher de Souza/Agência Petrobras

Mesmo sem descobertas de novos campos de petróleo no Brasil, as atuais reservas são suficientes para garantir 12,7 anos de extração, seguindo o ritmo atual. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (10), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Apenas em 2025, as reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84%. Com os avanços, o país alcançou a marca de 17 bilhões de barris em reserva, segundo a ANP.

Força dos indicadores

O Boletim Anual de Recursos e Reservas da ANP, divulgado anualmente, é o indicador utilizado pelo governo federal como referência estratégica para avaliar a segurança energética do país a longo prazo.

Para compor o estudo, a ANP consolidou dados de 441 campos distribuídos em 12 estados brasileiros. O levantamento abrange 4.489 zonas produtoras de hidrocarbonetos em 17 bacias sedimentares.

A variação nas reservas considera tanto novas descobertas quanto revisões em campos já existentes. O índice de reposição de reservas provadas atingiu 147% em 2025, o equivalente à incorporação de 2 bilhões de barris.

O indicador acima de 100% significa que o país adicionou mais reservas do que produziu no período. Para cada 100 barris extraídos, foram comprovados 147 novos.

Papel do pré-sal

No período indicado, a produção nacional somou 1,38 bilhão de barris. A maior parte das reservas permanece concentrada no pré-sal, que responde por 82% do total, o que posiciona a região como principal fonte exploratória do país.

No segmento de gás natural, as reservas provadas chegaram a 572 bilhões de metros cúbicos, alta de 4,89% em relação a 2024. Desse total, 69,3% também estão no pré-sal, indicando a relevância da região não apenas para o petróleo, mas para hidrocarbonetos em amplo espectro.