
Trump revela qual seria um bom acordo com o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, definiu nesta sexta-feira (10) qual seria um "bom acordo" com o Irã. Ele assegurou que a condição central é que Teerã não desenvolva armas nucleares.
"Sem armas nucleares, isso é 99%", afirmou ao ser perguntado pela imprensa, e acrescentou que uma eventual mudança de regime "nunca foi um critério" nas negociações.
Na mesma linha, Trump assegurou que seu governo já trabalha para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz e afirmou que conta com apoio internacional. "Temos outros países que estão se aproximando para ajudar (…) O abriremos muito em breve", assinalou, em referência à via fundamental para o comércio global de petróleo.
Ameaça latente
Em paralelo, Trump elevou a pressão sobre o Irã ao advertir nesta sexta-feira que poderia ordenar uma ação militar se as negociações fracassarem neste sábado (11). "Saberemos em cerca de 24 horas", afirmou, ao mesmo tempo em que assegurou que os navios de guerra norte-americanos estão sendo equipados com "a melhor munição".

O mandatário sustentou que o sistema militar está sendo "reiniciado" e ressaltou que os EUA dispõem de armamento "em um nível superior" ao utilizado em operações prévias. "E se não chegarmos a um acordo, os utilizaremos, e os utilizaremos de forma muito eficaz", advertiu.
Nesse contexto, o vice-presidente J.D. Vance viajou a Islamabad, capital do Paquistão, para participar das negociações, acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. Do lado iraniano, prevê-se a presença do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e do chanceler Abbas Araghchi.
Cessar-fogo no Oriente Médio
- Na terça-feira (8), EUA e Irã acordaram uma trégua de duas semanas e decidiram reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.
- No entanto, a via marítima permanece fechada de fato desde o anúncio, com registros de violações do cessar-fogo (segundo o Irã) por parte de Israel, quelançou ataques intensos contra o Líbano. Donald Trump afirmou que Beirute não foi incluído no acordo, o que contradiz declarações de Teerã e do Paquistão, que mediou as negociações.
- Após o anúncio da trégua, União Europeia, França, Itália, Alemanha, Dinamarca, Países Baixos, Reino Unido, Canadá e Japão divulgaram um comunicado conjunto no qual se comprometeram a "contribuir para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".
